Toda a gente que me conhece sabe que abomino televisão (ou pelo menos o broadcasting). À parte de meia duzia de programas decentes (que passam sempre a horas estupidamente tardias ou durante o dia) a televisão actual (nacional e internacional) tem uma relação ruído-sinal que deixa muito a desejar. Nem sequer os telejornais se aproveitam. Estão repletos de fofocas, futebol e outras merdas que me abrandam os neurónios.
Por isso sou uma pessoa muito mais feliz sem televisão.
Isto é, seria. Se não tivesse uma parceira que devora televisão desde que acorda até se deitar.
Novelas, talk-shows (portugueses), concursos de música, directos de festivais de musica popular, reality shows, etc. Todos aqueles conteúdos a que eu não assistiria nem a troco de dinheiro.
E por mais que me tente abstraír, à pala dela já sei quem é a Bebel da novela Paraíso tropical (e casava com ela hoje), já sei que há um gajo chamado Santiago (que me parece uma fusão entre o Celestino e o Sil, eheh) numa novela portuguesa que procura vingança de qualquer coisa que lhe fizeram no passado. E pior que tudo: a música do genérico dessa novela não me sai da cabeça.
Sim, tu sabes bem qual é.
Já estás a imaginar os irmãos (Anjos) a cantar a pulmões cheios numa falésia algures enquanto a bateria toca com toda a pujança e eleva os ritmos cardíacos (no climax dos ultimos segundos).
Todos vocês a adoram secretamente. Eu sei que sim.
Odeio. Odeio curtir aquele som.
Aaaaargh!
E para te poupar o trabalho de procurar o som (sim, porque neste momento já o estás a cantarolar), toma lá o video. Boa sorte a tentar tirá-lo da cabeça o resto do dia (e agradece por não ser o som da Floribela).